por Flávia Ponte Bandeira* ![]()
Podemos começar a tecer o fio afirmando que o cadastro de produtos da empresa deve ser adequado e unificado. Dado ruim gera informação ruim. Todos os itens ou unidades logísticas devem ser identificados utilizando o sistema GS1.
O setor têxtil, como outros, enfrenta as conseqüências dos novos estilos de negócios. Os prazos de entrega estão cada vez mais reduzidos e o número de itens é cada vez maior. Soma-se a este cenário o desejo dos varejistas de ter uma constante renovação de seus estoques.
A incerteza da demanda também ronda o setor. Os itens têm alta sazonalidade e um curto ciclo de vida. Quanto maior o número de produtos de moda, essa incerteza aumenta.
Outra preocupação é a entrada, no mercado, dos produtos importados que concorrem em preço e qualidade. E os volumes de importação crescem ano a ano.
Como controlar todas essas variáveis e reagir rapidamente às mudanças?
Comece segurando a ponta do fio, ou seja, controlando o seu estoque. Sua gestão é fundamental para a empresa e tem como principal objetivo assegurar que o produto final esteja disponível no tempo e na quantidade solicitada pelo cliente.
Podemos começar a tecer o fio afirmando que o cadastro de produtos da empresa deve ser adequado e unificado. Dado ruim gera informação ruim. Todos os itens ou unidades logísticas devem ser identificados utilizando o sistema GS1. O uso do código de barras permite a captura de dados, resultando em velocidade nas transações, precisão nas informações e atualização dos estoques em tempo real. A falta de padronização é um ponto crítico. A captura automática de dados pode ser feita em várias fases, desde o recebimento da matéria-prima, passando pela movimentação e chegando à expedição do produto final.
A identificação, o código de barras e a captura de dados implicam maior controle, diminuição de erros, gerenciamento remoto, melhor aproveitamento de áreas, diminuição de quebras, redução de custos e, principalmente, otimização do fluxo de atendimento de clientes.
Outros monitoramentos são possíveis, como por exemplo, o de grades dos produtos confeccionados. O controle da numeração do tamanho dos artigos é imprescindível para um bom atendimento e influencia, diretamente, o desempenho das vendas. Como saber quais as características do público de determinada rede de lojas? Será que existe a necessidade de reforço em numerações menores ou maiores? Qual cor dentro das novas tendências tem maior aceitação?
Para não deixar o fio solto, integramos a esse processo o EDI (intercâmbio eletrônico de dados), cujas mensagens eletrônicas de compras e de posição de estoque, entre outras, fluem automaticamente entre as empresas envolvidas, o que dispensa a necessidade de digitações e aumenta a confiabilidade do processo.
A adoção de ferramentas automatizadas agrega valor ao controle, sendo mais uma estratégia para a manutenção da competitividade do negócio.
A GS1 Brasil assessora o setor na implementação de processos de identificação por meio do seu Grupo de Trabalho Têxtil. O objetivo é alcançar maior eficiência na cadeia composta por indústria, operadores logísticos, varejo e associações, por meio da utilização de padrões e de colaboração entre as partes.
Todos os padrões do Sistema GS1 são globais, facilitando também a integração com os parceiros comercias no processo de exportação.
A GS1 Brasil também disponibiliza a comunidade de negócios o Guia de Codificação do Setor Têxtil, uma publicação com as principais orientações referentes à identificação para o segmento. O guia pode ser acessado no site da organização: www.gs1brasil.org.br.
Organize-se. Estruture seu estoque. Participe do grupo de trabalho.
Só assim não se perde o fio da meada!
*Flávia Ponte Bandeira S. Costa é Assessora de Soluções de Negócios – GS1 Brasil
Escrito por GS1 Brasil
Escrito por GS1 Brasil
Escrito por GS1 Brasil