Abordagem estratégica da Nota Fiscal Eletrônica

27 27UTC Agosto 27UTC 2007

Ana Paula Maniero* ana-paula-maniero-amaniero.jpg

A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) é um avanço irreversível. Por enquanto voluntária, como aconteceu com a Eurofarma, que está economizando R$ 300 mil/ano com a eliminação de papel, mas paulatinamente compulsória, como será a partir de abril de 2008 para combustíveis e cigarros. Sua implantação demanda investimentos, de R$ 300 mil a 3 milhões, na integração com o fisco, certificação digital e interligação com sistemas internos, como faturamento, escrituração fiscal e contabilidade. 
Os valores também refletem o “learning curve” dos envolvidos, como secretarias de Fazenda, empresas emissoras e provedores de solução, e tempo para adaptar a solução. As novas empresas que aderirem, porém, terão menos dificuldades, pois aproveitarão a experiência das pioneiras. A boa notícia é que já existem soluções mais baratas, chegando até a 10% daqueles montantes, acessíveis às pequenas e médias empresas. Assim, é importante um olhar mais abrangente e estratégico sobre a questão, de modo a utilizar a NF-e não só para a melhoria do controle financeiro, fiscal e tributário, mas também como oportunidade de melhorar a interação entre empresas, principalmente nos controles comerciais e logísticos. 
As secretarias de Fazenda estão dando oportunidades nesse sentido. A NF-e é o modelo nacional eletrônico que substituirá gradativamente a emissão do documento fiscal em papel, simplificando as obrigações acessórias dos contribuintes e permitindo, ao mesmo tempo, o acompanhamento em tempo real das operações comerciais pelo fisco. Refere-se a operações e prestações tributadas pelo ICMS e pelo IPI. Facilitará o pagamento de impostos e contribuições, além de fortalecer o controle e a fiscalização por meio de intercâmbio de informações entre as administrações tributárias federal, estadual e municipal. É simples entender o funcionamento: a empresa emite um arquivo eletrônico, que contém informações fiscais da operação comercial. O arquivo será transmitido à Secretaria da Fazenda, que fará pré-validação e devolverá um protocolo, sem o qual não poderá haver o trânsito da mercadoria. 
As secretarias de Fazenda e a Receita Federal disponibilizarão consulta da NF-e aos que tiverem a chave de acesso do documento eletrônico. Para a maioria das empresas, a adoção é voluntária. Portanto, é importante entender os benefícios no relacionamento b2b e na redução de custos operacionais e logísticos, como economia com impressão, espaço físico de armazenamento, eliminação de erros de digitação e diminuição de equívocos de escrituração. Quem sair na frente terá vantagens, estando com tudo pronto e operando com eficácia quando o sistema for compulsório para todos, o que será inevitável. A GS1 Brasil (Associação Brasileira de Automação), entidade sem fins lucrativos que representa mais de 50 mil empresas usuárias de padrões de código de barras e comércio eletrônico, dá suporte à implantação da NF-e, através de grupos de trabalhos, assessoria técnica, seminários e cursos realizados em sua sede em São Paulo. É a facilitadora no Grupo de Trabalho e-Commerce NF-e, que já realizou diversas reuniões para alcançar o objetivo de harmonizar a NF-e para atender as relações b2b, independentemente do setor, porte ou característica da empresa.

*Ana Paula Maniero é assessora de Soluções de Negócios da GS1 Brasil


Compromisso com o Desenvolvimento

9 09UTC Agosto 09UTC 2007

Sergio Ribinik* sergio-ribinik-sribinik.jpg

As diferenças entre as nações emergentes e as que se encontram em desenvolvimento revelam-se em distintos indicadores, como por exemplo: educação, renda per capita, índices de inclusão social e digital e acesso à tecnologia. Perceber de modo didático e segmentado tais diferenças contribui para estabelecer foco correto e buscar reduzir os hiatos em relação aos chamados países ricos.

Entendida tal premissa, é interessante notar a atualidade do Brasil quanto às tecnologias e processos de automação das cadeias de suprimentos, um passo importante em direção ao primeiro mundo. O avanço do País nessa área é facilmente percebido na interação b2b e, sobretudo, nas relações de consumo, nas quais os sistemas produtivos passam pelo crivo do consumidor. A utilização do código de barras reduziu filas, tempo de espera e percentual de erros no varejo, facilitou o gerenciamento de estoques e a reposição de mercadorias e propiciou economia de tempo e dinheiro. São conquistas brasileiras quase simultâneas às dos mercados mais exigentes e progressistas.

O próximo salto das tecnologias da automação já está em curso no mundo e, o Brasil mais uma vez destaca-se. Trata-se do EPC (Código Eletrônico do Produto), cuja leitura é captada por radiofreqüência. Foi desenvolvido nos Estados Unidos há cerca de cinco anos, em iniciativa liderada pela GS1 – organização mundial sem fins lucrativos, que também administra a numeração global do código de barras. No Brasil, os testes começaram há três anos, com o estudo da tecnologia e o envolvimento de empresas líderes de mercado. A responsabilidade dos trabalhos ficou sob a responsabilidade da GS1 Brasil, que criou os Grupos de Trabalho EPC. Periodicamente, há seminários e encontros para estudo e discussão da nova tecnologia.

Com o EPC, cada item tem o seu próprio número individual codificado em uma etiqueta de radiofreqüência (RFID). Os leitores eletrônicos fazem a captura dessa identificação e são capazes de indicar onde o item está e em quais condições, comunicando-se com bancos de dados remotos pela Internet, obedecendo naturalmente a regras de segurança e privacidade dos dados. Com isso, consegue-se a identificação automática e a visibilidade total dos produtos na cadeia de suprimentos. A utilização do novo sistema oferece uma série de benefícios, como a leitura de itens sem a proximidade do leitor, permitindo, por exemplo, a contagem instantânea de estoque; a melhoria das práticas de reabastecimento com eliminação de itens faltantes e/ou com validade vencida; identificação da localização dos itens em processos de recall; a verificação imediata dos produtos nas prateleiras ou no “carrinho” do varejo.

Levantamento realizado recentemente pela Wide Research identificou que a adoção do EPC dobrou nos últimos 18 meses. De acordo com a pesquisa, as etiquetas em paletes (suporte para empilhadeiras) e embalagens representam a maior fatia. Os paletes e as embalagens respondem por 10,5% das etiquetas de radiofreqüência utilizadas hoje. Produtos em lojas de varejo, cartões de crédito e débito, automóveis e ingressos utilizam 9,5%, 7,5%, 5,5% e 2,5% das etiquetas com tecnologia de radiofreqüência, respectivamente.

Na América Latina, o Brasil é o país mais bem colocado dentre os associados à EPCglobal, com 18 empresas subscritas . A previsão é de que, até o final deste ano, já serão 50. Além de agregar rapidez às transações comerciais e armazenar quantidade maior de dados do produto, a tecnologia permite a total rastreabilidade das operações. O exemplo do código de barras e, agora, do EPC evidencia que um dos papéis mais importantes das entidades sem fins lucrativos e dos empresários comprometidos com o futuro do País é o de promover a atualização tecnológica, captando e disseminando processos capazes de alinhar cada vez mais o Brasil às mais avançadas economias.

*Sergio Ribinik é CEO da GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação


Sobre o EPC

1 01UTC Agosto 01UTC 2007

O EPC foi desenvolvido nos Estados Unidos há cerca de cinco anos em uma iniciativa liderada pela GS1 – organização sem fins lucrativos que também administra a numeração do código de barras no mundo. Em face dos resultados iniciais animadores, o padrão foi adotado por uma grande rede varejista, que passou a exigi-lo de seus principais fornecedores.

No Brasil, os testes com o EPC começaram há três anos, com o estudo da tecnologia e o envolvimento de empresas líderes de mercado. A responsabilidade dos trabalhos ficou a cargo da GS1 Brasil, que criou o Grupo de Trabalho EPC. Periodicamente, o grupo promove seminários e encontros para estudo e discussão da nova tecnologia.

Com o EPC, cada item tem o seu próprio número individual codificado em uma etiqueta de radiofreqüência (RFID). Os leitores fazem a captura dessa identificação e são capazes de indicar onde o item está e em quais condições, comunicando-se com bancos de dados remotos pela Internet, obedecendo naturalmente a regras de segurança que protegem esses dados. Com isso, consegue-se a identificação automática e a visibilidade total dos produtos na cadeia de suprimentos.

            A utilização do novo sistema oferece uma série de benefícios, como a leitura de itens sem a proximidade do leitor, permitindo, por exemplo, a contagem instantânea de estoque; a melhoria das práticas de reabastecimento com eliminação de itens faltantes e/ou com validade vencida; identificação da localização dos itens em processos de recall; a verificação imediata dos produtos nas prateleiras ou no “carrinho” do varejo.

Levantamento realizado recentemente pela Wide Research e pelo site Using RFID.com identificou que a adoção do RFID dobrou nos últimos 18 meses. De acordo com a pesquisa, as etiquetas em paletes (suporte para empilhadeiras) e embalagens representam a maior fatia do consumo de EPC. Os paletes e cases respondem por 10,5% das etiquetas RFID utilizadas hoje. Produtos em lojas de varejo, cartões de crédito e débito, automóveis e ingressos utilizam 9,5%, 7,5%, 5,5% e 2,5% das etiquetas com tecnologia de radiofreqüência, respectivamente.

Na América Latina, o Brasil é o país mais bem colocado entre os associados à EPCglobal, com 18 empresas participantes dos testes . São elas: Grupo Pão de Açúcar, Seal Technologies, RR Etiquetas, Torres Etiquetas, Acura Technologies, Genoa, JM Etiquetas e Sistemas, Provectus Tecnologia, Edata, Intermec Inc, Symbol Technologies, Ideiatech, Flamboiã, HP Brasil, Interprint, NEC, Pimaco e Flextronics. Na seqüência vêm Argentina e Colômbia. No mundo, o País ocupa a 11º posição. A previsão é que até o final deste ano 50 empresas façam parte do grupo brasileiro de testes. 

“A adoção do EPC representa uma mudança positiva no conceito de identificação e troca de informações dentro da cadeia de suprimentos. Além de agregar rapidez às transações comerciais e armazenar uma quantidade maior de dados do produto, a tecnologia permite, ainda, a total rastreabilidade das operações”, destaca Roberto Matsubayashi, gerente de Soluções de Negócios da GS1 Brasil.


Palestrante Internacional vem a São Paulo Debater Aspectos da Utilização do EPC/RFID

1 01UTC Agosto 01UTC 2007

Dick Cantwell, Chairman do Board of Governors da EPCglobal e vice-presidente da Procter & Gamble, participará, no próximo dia 15 de agosto, do Seminário Internacional de EPC 2007. 

A GS1 Brasil (Associação Brasileira de Automação – antiga EAN Brasil) promoverá em 15 de agosto, no anfiteatro de sua sede, no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, o Seminário Internacional de EPC 2007. A idéia é promover um debate para avaliar os avanços na utilização do Código Eletrônico de Produtos (EPC) – padrão que utiliza tecnologia de identificação por radiofreqüência (RFID) – no Brasil e no mundo.

O tema será debatido por importantes organizações do varejo, como Motorola, NEC, Grupo Pão de Açúcar e HP, que apresentarão cases e novidades na área, além de especialistas da GS1 Brasil.

O ponto alto do evento será a palestra “Actionable Visibility: EPC/RFID em ação”, de Dick Cantwell, Chairman do Board of Governors da EPCglobal e vice-presidente da Procter & Gamble (P&G). O especialista falará sobre a utilização do EPC/RFID em redes de suprimentos, bem como os impactos na disponibilidade de produtos e na satisfação do consumidor. Para isso, explorará as experiências da P&G e da Gillette, para explicar a visão, plano e progressos no uso da tecnologia.

SEMINÁRIO INTERNACIONAL EPC 2007

Dia: 15 de agosto
Local: Rua Dr. Renato Paes de Barros, 1.017 – 14ºandar, Itaim Bibi, São Paulo
PROGRAMAÇÃO:

8h às 8h30: Credenciamento
8h30: Abertura
8h45 às 9h15: EPCglobal – Avanço do EPC no mundo – Palestrante: GS1 Brasil
9h15 às 10h15: Cases assinantes EPC
- Motorola: Estudo de casos: Muito Além do Varejo – Palestrante: Vanderlei
  Ferreira, diretor geral da Área de Mobilidade da Motorola
- NEC: Logística Ferroviária – Palestrante: Pedro Florêncio Moreira, NEC  
10h15 às 10h40: Coffe Break
10h40 às 11h40: Cases assinantes EPC
- FIT – Flextronics Instituto de Tecnologia EPC/RFID habilitando 6 Sigma em Operações de Cadeia de Suprimentos – Palestrante: GS1 Brasil
11h40 às 12h10: Painel
12h10 às 12h30: em aberto
12h30 às 13h45: Almoço
13h45 às 14h45: Cases assinantes EPC
- CDB: Convergência de Tecnologias em um ambiente de loja – Palestrante: Mitsuro Sakaguchi, gerente de Tecnologia da Informação do CDB
- HP Brasil: RFID em Supply Chain – Palestrante: Reinaldo Villar, RFID Program Manger HP
14h45 às 15h10: Painel
15h10 às 15h30: Coffe Break
15h30 às 16h30: Actionable Visibility: EPC/RFID em ação – Palestrante: Dick Cantwell, Chairman do Board of Governors da EPCglobal e vice-presidente da Procter & Gamble