A importância de uma boa gestão de projetos para as MPMEs

21 21UTC Setembro 21UTC 2007

por Roberto Matsubayashi* roberto-matsubayashi-rmatsu.jpg

O noticiário e os programas de apoio às micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) são fartos em exemplos de empresários que obtiveram sucesso a partir de uma boa idéia e muito, muito trabalho. Em sua grande maioria, os empreendedores apenas foram fazendo, ajeitando, ampliando e recriando, com o mínimo de estratégia, planos ou projetos. Ao que parece, as experiências anteriores, habilidades natas e, sobretudo, a visão e a vontade de vencer falaram mais alto. Por outro lado, para os casos de insucesso é possível concluir que faltaram um ou mais destes atributos. É muito difícil e arriscado generalizar.

Nas iniciativas em grandes empresas, de certa forma, pode-se ter um cenário semelhante. Diariamente, são lançados novos negócios, novos produtos e serviços e, da mesma forma que para as MPMEs, existem muitos casos de sucesso e um número maior ainda de insucessos.

Para aumentar a probabilidade de êxito na implantação de novos negócios, as organizações estão cada vez mais desenvolvendo competências na obtenção de informações de mercado, na formulação de estratégias e no gerenciamento de projetos.

Esta última competência vem ganhando destaque nos últimos anos, não só para a implantação dos novos negócios, mas também para todas as mudanças nas organizações relacionadas a atividades que nunca foram realizadas antes. Na verdade, este é um componente importante na definição de projeto. O PMI – Project Management Institute define projeto como “um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo”.

O gerenciamento de projetos não é um privilégio das grandes empresas, por isso deveria ser mais difundido entre as MPMEs. Embora a adoção das boas práticas de gerenciamento não possa garantir o sucesso de mercado de um novo empreendimento ou produto, sem dúvida, pode reduzir substancialmente o investimento e o tempo empregados para o seu lançamento.

Um bom escopo de negócio, produto e projetos mais ajustados à visão da empresa e mais bem definidos para o entendimento de todos os envolvidos em sua realização; cronogramas mais realistas que permitam o acompanhamento e controle das atividades planejadas, evitando atrasos que possam comprometer a qualidade, o custo e eventuais oportunidades de mercado; orçamentos mais precisos que permitam a identificação de oportunidades de redução de custos, o acompanhamento de todo o investimento realizado e o planejamento do fluxo de caixa, apontando eventuais variações para que decisões possam ser tomadas nos momentos corretos, inclusive as relacionadas às eventuais necessidades de complementação dos recursos são excelentes razões para não se abrir mão de um gerenciamento de projeto.

Mudanças são mais facilmente realizadas na fase de planejamento, já que após iniciada a implantação, alterações no projeto podem significar desde re-trabalho até a perda total do investimento assumido.

Estas condições não são diferentes na implantação de novos processos logísticos, instalações e mesmo equipamentos de automação. Um bom projeto pode, por exemplo, garantir o aproveitamento de todo o potencial que o uso do código de barras pode oferecer à empresa, podendo até significar investimentos, prazos e custos operacionais muito menores.

A GS1 Brasil oferece o Programa de Gestão Eficiente aos seus associados de mames, que busca, através de sessões teóricas e práticas, auxiliar os participantes a desenvolver seus projetos de implantação de processos logísticos automatizados.

*Roberto Matsubayashi é gerente da Célula de Desenvolvimento de Negócios da GS1 Brasil.


Rastreabilidade e Anti-falsificação – A Vez do GS1 Datamatrix

13 13UTC Setembro 13UTC 2007

por Wilson Cruz*

A rastreabilidade é a ferramenta para as empresas comprovarem a procedência de seus produtos e, atualmente, é uma demanda para a grande maioria dos setores.

Com o número cada vez maior de casos de falsificação e roubo de cargas, aliado à necessidade de melhoria de controles de produção e de rastreabilidade, as empresas estão ávidas por uma solução mágica e, ao mesmo tempo, de baixo custo.

Há mais de trinta anos, a identificação de produtos com código de barras vem suprindo parte desta necessidade, permitindo a captura automática do código do item (o conhecido EAN-13 que passou a chamar-se GTIN-13). Porém, mais recentemente, outras informações do produto passaram a ser controladas e a maneira mais eficiente e viável é inserir esses dados no código de barras.

Essas outras informações necessárias para o controle e a  rastreabilidade dos itens podem variar de setor para setor, mas já é bem claro que o lote e a validade dos produtos são comuns à maioria dos segmentos.

A simbologia 2D (bidimensional), GS1 Datamatrix, permite codificar informações em um espaço muito menor do que as simbologias lineares. Esta solução vem se mostrando cada vez mais adequada e atrativa para os designers de embalagens.

Para que todos os usuários consigam capturar as informações do produto, é fundamental que se utilize uma estrutura de dados padrão global, como o Sistema GS1, que já é utilizado por mais de 1.2 milhões de empresas.

O GS1 Datamatrix ocupa uma área menor que 1cm2, considerando o código do produto + lote + validade. É notável a sua aplicabilidade em produtos em áreas reduzidas e é por este motivo que a área de saúde também está vislumbrando nesta solução a resposta aos problemas de identificação de dose unitária, controle de instrumentais e identificação de cartuchos.

Ainda mais flexível, esta simbologia permite inserir mais de 100 tipos de informação padronizada, como número de série, data de produção, peso, entre outras, já que a estrutura de dados é baseada nos AIs – identificadores de aplicação que são utilizados também na simbologia GS1-128.

Outra característica deste código é que ele pode ser gravado a laser, o que para área de saúde também é uma vantagem, já que não utiliza nenhum solvente ou tinta, reduzindo, assim, os problemas de contaminação em áreas controladas.

Como a leitura de códigos 2D é feita com leitores de imagem (câmera) o leque de opções aumentou. É possível fazer a captura com celular com câmera, desde que o aparelho tenha um software para interpretar a imagem, o que também já existe. Com os smartphones em alta, não é difícil imaginar uma enfermeira fazendo a leitura do comprimido e da pulseira do paciente e alimentando uma aplicação web, e atualizar o prontuário eletrônico do paciente em tempo real.

*Wilson Cruz é coordenador do grupo de trabalho de saúde na GS1 Brasil


Tecnologia e Arte em prol da eficiência no segmento de embalagens

5 05UTC Setembro 05UTC 2007

por George Passini Michail* ft_gmichail.jpg

Criatividade e inovação é o que a maioria das empresas buscam ao lançar as embalagens de seus produtos, seja de novos ou mesmo daqueles que estão há anos no portifólio e demandam uma apresentação mais moderna.

Hoje, o design das embalagens tem valor estratégico para as organizações, e é reconhecidamente uma ferramenta de marketing que auxilia as empresas a se tornarem cada vez mais competitivas. O sucesso dos produtos e mesmo dos lugares onde estão expostos dependem diretamente de uma embalagem bem desenhada, com planejamento adequado, produzida com qualidade e utilizada no sentido de chamar a atenção de consumidores, que estão cada vez mais ávidos por atrativos diferenciados.

Neste contexto, como fica o código de barras?

No processo de criação do design das embalagens as empresas acabam desconsiderando a aplicação do código de barras, ou considerando-a como um problema.

E porque o código de barras é imprescindível nas embalagens dos produtos?

Porque, assim como o design os códigos de barras também possuem um valor estratégico. Todos os produtos que são comercializados em varejos ou atacados automatizados necessitam de um código de barras padronizado em suas embalagens. Isso acontece porque sem ele não seria possível controlar a entrada e saída de produtos de forma ágil e precisa. 

Enquanto que a embalagem e seu design auxiliam na venda do produto o código de barras auxilia na obtenção da informação on line do giro do estoque. Hoje, a informação exata do giro dos produtos é primordial para gestão eficiente do negócio. Quanto menor o estoque mais espaço para exposição na loja e maior o mix de produtos oferecidos ao consumidor, por conseqüência mais embalagens expostas!

Portanto, deve-se tomar o cuidado necessário com o código de barras, já que é uma importante chave que desencadeia uma série de informações decisivas para o negócio, e considerá-lo de forma qualitativa, atendendo às suas especificações técnicas de espaço e disposição ao desenvolver a embalagem do produto.

Por vezes, para contornar a necessidade de inserção do código de barras, algumas empresas estão utilizando-o como uma forma de divulgação da marca ou do produto, transformando as barras em desenhos que tentam refletir a marca, o produto, ou uma campanha específica.

Muitas empresas desconhecem, no entanto, é que ao realizarem essa forma de aplicação fazem com que o código perca sua capacidade de leitura. Existem regras (especificações técnicas) que são determinadas por normas internacionais e que se seguidas corretamente garantem a leitura, a agilidade e a produtividade dos caixas de varejistas e atacadistas de todo o mundo.

Há países em que as embalagens reproduzem o código de barras várias vezes, garantindo que não haverá qualquer possibilidade de não leitura do código, tamanha a importância para os gestores em relação à produtividade de seus check-outs e a qualidade e consistência da informação extraída.

Após todo o trabalho para desenvolver o produto, criar a embalagem, colocar no ponto de venda, conseguir a atenção do cliente, o que adianta se o código de barras não realizar o seu objetivo principal que é agilizar o atendimento, e o consumidor acaba desistindo da compra.

Para que isto não ocorra, todas as recomendações técnicas devem ser respeitadas, gerando assim a máxima eficiência de leitura. A GS1 Brasil – organização responsável pela administração de padrões de codificação – vem desenvolvendo diversas ações para garantir a eficiência de leitura dos códigos, tendo como principal atividade a realização de Laudos Técnicos gratuitos para seus associados, garantindo o enquadramento destes às especificações técnicas do padrão, ou informando todas as alterações que devem ser realizadas para que isso ocorra.

*George Passini Michail é assessor de Soluções de Negócios da GS1 Brasil.