Automação Contribui para Otimizar Processos no Setor de Material de Construção

30 30UTC Outubro 30UTC 2007

Brasil possui 105 mil lojas de produtos desse setor,, que juntas têm faturamento superior a R$ 35 bilhões. Para auxiliar as revendas nos processos de logística e automação, a GS1 Brasil coordena o GT Construção.

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O setor de construção vem crescendo, em média, 3,5% a 4% nos últimos anos. A cadeia da construção civil, no Brasil, emprega cerca de 15 milhões de pessoas, sendo 4 milhões diretamente. Tal fato vem fazendo com que as revendas de material de construção agreguem mais profissionalismo a seus processos de gestão, buscando novas tecnologias para propiciar maior eficiência e eficácia em suas atividades.

O segmento de material de construção é parte importante de um complexo denominado “construbusiness”, que representa 15,5% do PIB brasileiro. É composto por 105 mil lojas, sendo 72% de pequeno e médio portes. Em 2005, seu faturamento atingiu R$ 35,5 bilhões. Segundo dados do IBGE, o Brasil tem uma enorme demanda por este tipo de produto, pois conta com 45 milhões de domicílios, dos quais 7,5 milhões não têm banheiro.

Com o propósito de atender as necessidades desse segmento, a GS1 Brasil (Associação Brasileira de Automação – antiga EAN BRASIL) criou o Grupo de Trabalho Construção. O GT lançou, em 2002, o “Projeto de Codificação de Itens Comerciais e Unidades Logísticas do Setor de Material de Construção”, que visa a automação da retaguarda das revendas, e teve como primeiro segmento trabalhado o de Pisos, Azulejos e Revestimentos Cerâmicos.

Além disso, o grupo realiza, em diversos segmentos das revendas, o Programa de Qualidade de Código de Barras (PQCB). O objetivo é analisar e melhorar a qualidade dos códigos presentes nos produtos comercializados nas prateleiras das lojas, evitando erros de leitura nos pontos de venda e, com isso, garantindo maior eficiência e confiabilidade na captura das informações e um serviço melhor para o consumidor.

“A identificação correta e o código de barras com qualidade são fundamentais para que as revendas obtenham dados corretos sobre a venda e movimentação de produtos em suas lojas. Atualmente, as principais revendas de São Paulo se preocupam em ampliar o uso da automação, não só na frente de caixa, mas também para processos de retaguarda”, destaca Marcelo Oliveira de Sá, assessor de Soluções de Negócios da GS1 Brasil e coordenador do GT Construção.

O nível de informatização das revendas, no tocante à automação, ainda é baixo, segundo pesquisa realizada pela Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção). Das empresas consultadas, apenas 20% possuem leitor de código de barras. “Isso demonstra a enorme demanda por processos de automatização que esse segmento de mercado tem”, enfatiza o assessor.


GS1 Etrega Prêmio de Excelência às Empresas Calçadistas que se Destacaram seus Processos de Otimização e Logística

15 15UTC Outubro 15UTC 2007

Selo GOL é um diferencial competitivo, atribuído às empresas do setor que utilizaram, de forma eficaz, as ferramentas do Sistema GS1 – código de barras e mensagens eletrônicas (EDI) –, para integrar os elos de sua cadeia de suprimentos. 

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A GS1 Brasil (Associação Brasileira de Automação) entregará, em 24 de outubro, às 16h30, o Prêmio de Excelência do Grupo de Otimização e Logística (GOL). O evento é parte integrante da Courovisão 2007, que acontecerá de 23 a 25 de outubro, no Parque de Exposições Fenac, em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.

O selo de qualidade GOL destina-se a fornecedores, indústrias calçadistas e varejo que utilizam os padrões GS1 em sua totalidade, código de barras e mensagens eletrônicas (EDI), para a integração de sua cadeia de suprimentos. Trata-se de um diferencial para o setor, já que o uso de uma linguagem única no mercado propicia redução nos custos e maior competitividade.

Além de modernidade, o processo de automação confere aumento de qualidade e de produtividade às empresas. O Selo GOL poderá ser utilizado por qualquer empresa da cadeia coureiro-calçadista, desde que esta possua Laudo de Verificação de Qualidade em Códigos de Barras e Laudo de Mensagens Eletrônicas, emitidos gratuitamente pela GS1 Brasil.

 

Setor calçadista

 

Por ano, cerca de 30 milhões de sapatos, cintos, carteiras, bolsas e outros artefatos de couro, produzidos no Brasil, embarcam para distintos países, dentre eles os principais compradores do planeta, como Estados Unidos, União Européia e Japão. As operações de embarque e desembarque, distribuição e comercialização desse imenso volume de produtos, que valeu ao Brasil a liderança do mercado exportador, implicam sofisticados complexos logísticos, que dificilmente seriam atendidos de forma adequada se não houvesse no Brasil a codificação de barras GS1, que segue padrão mundial.

 “A cadeia produtiva do couro movimenta cerca de R$ 50 bilhões. Apenas no setor manufatureiro são sete mil indústrias, empregando 500 mil trabalhadores. Tais números justificam os investimentos em automação, que certamente ampliam os diferenciais competitivos do Brasil no mercado internacional do couro, no qual nosso país tem posição cada vez mais destacada”, salienta Frederico Cunha, assessor de Soluções de Negócios da GS1 Brasil e coordenador do Grupo GOL.         


GS1 Brasil Promove Curso Avançado sobre Rastreabilidade na Cadeia de Suprimentos

8 08UTC Outubro 08UTC 2007

Ferramenta ajuda na redução dos riscos ao consumidor; proteção da marca; gestão dos riscos relacionados à distribuição e consumo de produtos inadequados; atendimento às normas de qualidade e à regulamentação; minimização de perdas e de custos de indenização.

Visando a melhoria dos processos de automação nas cadeias de suprimentos, a GS1 Brasil (Associação Brasileira de Automação) está desenvolvendo, para seus associados, uma série de cursos avançados, com duração de 16 horas, que servem como extensão à sua já tradicional grade de cursos gratuitos. Os temas escolhidos são de grande relevância para o setor.

O próximo assunto a ser discutido será a rastreabilidade. O tema “Rastreabilidade aplicada às Cadeias Produtivas” será ministrado nos dias 12 e 13 de novembro, das 8h30 às 17h30, no auditório da GS1 Brasil (Rua Dr. Renato Paes de Barros, 1.017 – 14º andar, Itaim Bibi, São Paulo).

A questão da rastreabilidade está cada dia mais presente nas operações de produção, comercialização e distribuição de produtos. Informações como a procedência dos mesmos e de seus insumos são fundamentais para a decisão de compra. Por isso, para que sejam revertidos em benefícios para a cadeia, os conceitos de segurança e rastreabilidade devem estar muito bem entendidos e os sistemas de gerenciamento das informações devem estar adequadamente estruturados.

Ainda que potencialmente, os registros precisos sobre os insumos facilitem a identificação de problemas e suas origens em um determinado lote de produção. Da mesma forma, a rastreabilidade irá reduzir drasticamente o tempo e o esforço necessário para o bloqueio, ou mesmo a retirada de um determinado lote de produtos que já foi distribuído no mercado.

O curso “Rastreabilidade aplicada às cadeias produtivas” apresentará os conceitos básicos do processo; os principais requisitos legais, comerciais e técnicos; a estrutura de informações necessárias, quais dados solicitar, armazenar e fornecer aos parceiros comerciais e, de maneira prática, ajudará no desenvolvimento de um projeto de implementação da ferramenta na empresa.

 Público-alvo

Profissionais das áreas de produção, gestão da qualidade, tecnologia da informação e logística; interessados em rastreabilidade e segurança de produtos, prestadores de serviços de automação e fornecedores de sistemas e equipamentos de automação.

    Informações sobre conteúdo programático e valor de adesão podem ser obtidas no site www.gs1brasil.org.br, pelo telefone 11 3068 6229 ou pelo e-mail atendimento@gs1brasil.org.br.


Reetiquetagem, um custo totalmente desnecessário.

2 02UTC Outubro 02UTC 2007

por George Passini Michail*ft_gmichail.jpg

De acordo a Abit – Associação Brasileira da Indústria Têxtil, o Brasil é o sexto maior produtor de têxteis e de vestuário do mundo. Em 2006, o setor faturou US$ 33 bilhões, sendo responsável pela geração de 1,5 milhão de empregos. Foram investidos mais de US$ 11 bilhões em máquinas, equipamentos, instalações e pesquisas para impulsionar o desenvolvimento do setor na última década.

A cada dia aumenta a competitividade entre as organizações do setor, resultante tanto da melhoria de processos das empresas nacionais quanto pela entrada de mercadorias provenientes de outros países, que muitas vezes possuem um custo de produção reduzido. Tal realidade faz com que as empresas procurem minimizar ao máximo os seus custos produtivos e logísticos.

Para grande parte das organizações o custo logístico corresponde apenas à movimentação das mercadorias de um ponto a outro, porém, na realidade, o custo logístico engloba diversos fatores, como estoque, armazenagem, manuseio, reetiquetagem, dentre outros.

O custo da reetiquetagem é gerado pela falta de padronização das etiquetas aplicadas nos produtos. Muitas redes varejistas utilizam códigos não padronizados, gerando o problema na origem. A empresa tem custo em dispor de recursos humanos para gerar e aplicar as novas etiquetas, custo em relação ao tempo que é desperdiçado para realizar essa operação, o que representa mercadoria parada no estoque e custo dos insumos utilizados, como etiquetas adesivas e impressoras. Custo, custo, custo…

A única forma de acabar com a necessidade do processo de reetiquetagem é a utilização de uma identificação padrão. O produto e sua unidade logística podem caminhar por toda cadeia de suprimentos com uma identificação única, exclusiva. Um exemplo da eficiência nesse sentido é o varejo alimentício, no qual todos os produtos são codificados pelo padrão do Sistema GS1.

Os códigos de barras padrões GS1 são globais e multissetoriais, o que facilita também a integração entre os parceiros comercias no processo de exportação. É o caso da rede alemã METRO (Galeria Kaufhof, Galeria Inno), que trabalha com o padrão GS1 em todos os produtos comercializados, inclusive os têxteis. Também tem a rede SEARS, que atualmente é uma das maiores redes de lojas de departamento dos Estados Unidos.

A indústria têxtil brasileira tem uma participação histórica e decisiva no processo de desenvolvimento do país e pode ser exemplo em redução de custos de sua cadeia. Por isso é importante sempre repensar o negócio e os custos que estão envolvidos nele.

*George Passini Michail é assessor de Soluções de Negócios da GS1 Brasil.