Como reduzir barreiras à exportação de carne

21 21UTC Janeiro 21UTC 2008

por Adriano Bronzatto*  adriano_gs1_brasil.jpg

Entrará em vigor, neste início de 2008, o novo Serviço Brasileiro de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov). Ao  estabelecer a certificação do rebanho com base na propriedade rural de sua origem e não por animal individualmente, o sistema poderá garantir o ingresso de maior volume da carne brasileira na União Européia, à qual o País exporta 515 milhões de toneladas por ano, o equivalente a 22% do consumo de todo o bloco, representando divisas de US$ 1,3 bilhão.

O reformulado Sisbov, que já conta com cerca de 12 milhões de animais registrados e mais de 22 mil propriedades cadastradas em sua base de dados, atende, em tese, à novíssima legislação aprovada na Comissão Européia, com a qual se chocava o antigo sistema brasileiro de rastreabilidade. O problema deste – segundo os técnicos da Comissão Européia – é que se baseava apenas em registros, inspeções e certificados individuais para cada animal, mas não fazia referência obrigatória e direta à propriedade em que ele havia sido criado. Isto permitiria a transferência, para propriedades certificadas que tivessem autorização para exportar, de animais criados em fazendas provenientes de zonas proibidas. Desde 2005, os estados de Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo estão proibidos de vender carne bovina à União, devido a casos de febre aftosa registrados anteriormente.

Com base no antigo Sisbov, nosso país sofria restrições para exportar carne bovina à União Européia, cujo Departamento de Alimentação e Veterinária, depois de um mês de inspeção das condições sanitárias e sistema de rastreabilidade do rebanho brasileiro, limitou o número de propriedades que poderão vender o produto aos 27 países do bloco. O governo brasileiro deve divulgar, nas próximas semanas, a relação de fazendas que contemplam as exigências da nova legislação européia publicada no final de 2007. Estas serão as únicas autorizadas a exportar à União Européia, o que reduzirá a participação do produto nacional nesse mercado. Assim, é de se esperar que o novo Sisbov consiga reverter a situação.

Mais do que garantir o ingresso no importante mercado europeu, o Brasil precisa agregar à inegável qualidade e competitividade de sua carne bovina, padrões inquestionáveis de controle sanitário e rastreabilidade. Afinal, essas são exigências internacionais cada vez maiores. É importante lembrar que, no final da década de 90, a Europa perdeu vultosas quantias de dinheiro com a crise da “vaca louca”. Mais de 70 pessoas morreram em conseqüência da doença e o consumo de carne caiu a níveis mínimos – preços e importações desabaram. Além disso, anos depois, com a volta do consumo, diversos casos de febre aftosa foram registrados, e o receio de novas crises tornou ainda maiores as exigências e restrições às importações.

Desde então, regulamentações estabelecem regras para criação, comercialização e importação de produto animal. Estes regulamentos exigem que os países exportadores forneçam a identificação individual dos animais; o registro de todos os dados sobre criação, alimentação e vacinas em bancos de dados; o passaporte animal e a manutenção, nas propriedades, de registros sobre as ocorrências relevantes na vida do animal. Do frigorífico, é exigida a etiquetagem dos cortes, que deve permitir a ligação entre os cortes e o animal que gerou estes cortes ou lote de animais.

A pecuária brasileira poderá responder rapidamente a essas exigências e ampliar o número de fazendas autorizadas à exportação, por meio da garantia do controle sanitário e da rastreabilidade de seu rebanho. Isto implica, porém, que todos os participantes da cadeia produtiva — pecuaristas, certificadoras, transportadores, frigoríficos, varejo e governo — trabalhem em conjunto. O uso da tecnologia da informação e a automação de processos são ferramentas fundamentais para garantir a confiabilidade do sistema brasileiro de rastreabilidade. Esta é a receita de sucesso utilizada na Europa, que pode e deve ser aprimorada no Brasil.

 

*Adriano Bronzatto é assessor de Negócios da GS1 Brasil – entidade internacional que padroniza e controla o uso de códigos de barras para identificação, automação e rastreabilidade de produtos e processos.


A era da automação nos Shoppings Centers

21 21UTC Janeiro 21UTC 2008

por Flávia Ponte Bandeira S. Costa*  flavia_gs1_brasil.jpg

Os shoppings centers tornaram-se mania nacional. Além de agregarem os mais diferentes tipos comércios, eles também proporcionam aos visitantes comodidades como restaurantes, supermercados, cinemas, climatização e, principalmente, sensação de segurança.

Tais atrativos fazem com que esse tipo de estabelecimento cresça em níveis superiores aos do varejo em geral. Os números são notáveis. Segundo dados da ABRASCE (Associação Brasileira de Shoppings Centers) existem 346 shoppings no Brasil, que faturam em torno de 44 bilhões e recebem mais de 203 milhões de consumidores por mês.

Para manter o movimento de evolução é essencial que os lojistas invistam na modernização do seu negócio. E isso vai além de um layout moderno, ou de um mix variado de produtos. É fundamental fazer investimentos em automação. A ferramenta é necessária para o desenvolvimento de qualquer empresa, seja ela pequena, média ou grande.

A automação não se restringe apenas a emissão de um cupom fiscal. Ela envolve controle, redução de custos, aumento de produtividade e acesso à informação. Porém, para que tudo funcione adequadamente e alcance os resultados esperados, é necessário um bom planejamento. Isso envolve conhecer as reais necessidades do negócio, saber quais processos devem ser automatizados, passando pelo controle de estoque, cadastro, venda, dentre outros. Com esses dados em mãos fica mais fácil fazer um plano de investimento.

Frases como: tecnologia é cara, é difícil, é dispensável para o meu negócio devem ser esquecidas. Os softwares e equipamentos estão mais fáceis de usar e são cada vez mais intuitivos. Outro detalhe que não pode ser esquecido é o treinamento de pessoal. De nada adianta adquirir equipamentos se os funcionários não souberem tirar proveito das informações.

E prepare-se: automatizar é um processo contínuo, já que normalmente o empresário reconhece os benefícios e busca formas mais eficientes de administrar. A informação apóia a tomada de decisão e aumenta a capacidade de antecipar problemas que possam afetar diretamente o cliente e automaticamente o resultado, tais como excessos de estoque, falta de produtos, filas, entre outros. Lembre-se que o consumidor moderno está cada vez mais refinado e ávido a novidades, não só relacionadas a produtos, como também a serviços. Atendê-lo bem é a palavra de ordem.

O lojista deve acompanhar as transformações do mundo comercial e fazer da tecnologia uma aliada. Mesmo para uma loja de pequeno porte que trabalha com poucos itens é impossível uma única pessoa ter em mente tudo o que é necessário para o bom andamento do negócio. Imagine ter que decidir sobre o que, quando, quanto e onde comprar, controlar o fluxo de estoques, conhecer os bons e os maus clientes e ainda conseguir atendê-los de maneira eficiente. Parece difícil, mas não é. Estamos na era da automação!

         Aliada a todas as transformações do mundo moderno, a GS1 Brasil (Associação Brasileira de Automação) apóia o processo de automação. Atuando em âmbito nacional, a entidade disponibiliza cursos gratuitos sobre variados temas de automação, além de uma biblioteca virtual onde é possível baixar manuais e apostilas, como o Guia para Automatizar sua Loja (saiba mais no portal www.gs1brasil.org.br).

*Flávia Ponte Bandeira S. Costa é assessora de Soluções de Negócios da GS1 Brasil.
 


Biblioteca virtual da GS1 Brasil é referência em informações sobre automação

21 21UTC Janeiro 21UTC 2008

Entidade disponibiliza vasto conteúdo sobre as ferramentas de logística, como o código de barras, o EPC,o EDI, dentre outras, visando apoiar empresas e especialistas em seus processos de automação.

As novas tecnologias trazem uma visão de que ainda melhores e maiores benefícios podem ser obtidos em toda a cadeia de suprimentos. Isso motiva e movimenta as empresas a continuarem investindo em ferramentas e sistemas de gerenciamento. Nessa busca pela disseminação das informações, a GS1 Brasil (Associação Brasileira de Automação – antiga EAN BRASIL) disponibiliza aos seus associados e comunidade de negócios uma “Biblioteca Virtual, com encartes e guias técnicos sobre automação.

Trata-se de um Hotsite de fácil acesso, que conceitua os usuários nos mais diversos temas. Os principais assuntos, como automação, identificação por código de barras, EDI e rastreabilidade são disponibilizados com navegação temática e por títulos.

A Biblioteca Virtual está localizada no Centro de Serviços da GS1 Brasil www.gs1brasil.org.br, na sessão “Serviços On-line”, na página “Biblioteca Virtual”.  Atualmente, possui 30 conteúdos diferentes para acesso.