Rastreabilidade, uma necessidade ou uma obrigação?

26 26UTC Março 26UTC 2008

Após crises internacionais com a doença da vaca louca, gripe aviária, bioterrorismo e problemas de falsificação e contrabando de produtos, o mercado internacional passou a preocupar-se com questões relacionadas à Rastreabilidade.

Regulamentações específicas foram criadas para garantir a rastreabilidade de produtos envolvendo a aquisição de matéria-prima, fabricação, distribuição e comercialização. No setor de carnes, onde o Brasil vem sofrendo restrições recentes para exportação por problemas no sistema de rastreabilidade nacional, estes regulamentos exigem que os países exportadores forneçam a identificação individual dos animais; o registro de todos os dados sobre criação, alimentação e vacinas; o passaporte animal e a manutenção, nas propriedades, de registros sobre as ocorrências relevantes na vida do animal. Do frigorífico, é exigida a etiquetagem dos cortes, que deve permitir a ligação entre os cortes e o animal que gerou estes cortes ou lote de animais.

A Rastreabilidade pode ser entendida como a capacidade de recuperação do histórico, da aplicação ou da localização de um item por meio de registros, sendo fundamental nos casos em que o impacto causado por incidentes envolvendo a segurança de produtos leva, além dos danos à saúde dos consumidores, à redução da confiança da população nos produtos, nos órgãos de fiscalização e nas empresas.

A sua aplicação baseia-se no cumprimento de determinadas funcionalidades entre diversos parceiros ao longo da cadeia de abastecimento para garantir a disponibilidade de informação para eventuais necessidades do consumidor ou cliente final.

.A rastreabilidade deve ser considerada no  processo de negócio, devendo fazer parte da estrutura organizacional  e das diversas áreas da empresa. Além disso, é fundamental que envolva fornecedores, parceiros logísticos e comerciais, o que aumenta a complexidade da implementação de sistemas de rastreabilidade.

A capacitação de colaboradores e parceiros é uma peça chave na implementação da rastreabilidade. Questões técnicas como sistemas de identificação, registro e captura de dados, além de domínio sobre regulamentações e legislações específicas devem fazer parte do conjunto de habilidades destes profissionais,

Guias de implementação e cursos foram criados por diversas organizações para auxiliar os profissionais na implementação destes sistemas. A GS1, organização internacional que padroniza e controla o uso de códigos de barras para identificação, automação e rastreabilidade de produtos e processos dispõe de uma série de guias práticos e treinamentos com esta finalidade.

Empresas de sucesso enxergam a rastreabilidade como uma necessidade e não como uma obrigação para cumprir regulamentações específicas ou requisitos de clientes. Esta se tornou uma ferramenta para a redução dos riscos ao consumidor, proteção da marca e gestão dos riscos relacionados à distribuição e consumo de produtos inadequados (insumos fora de especificação, problemas no processo de fabricação, alterações atípicas, adulterações, falsificações), o que melhora resultados e minimiza perdas e custos com eventuais recalls e indenizações.

O Brasil precisa agregar aos seus produtos, padrões inquestionáveis de controles de qualidade e de rastreabilidade. Isto implica, porém, que todos os participantes das cadeias produtivas — fornecedores, fabricantes, distribuidores, operadores logísticos, varejistas e governo — trabalhem em conjunto. O uso da tecnologia da informação e a automação de processos são ferramentas fundamentais para garantir a confiabilidade dos sistemas de rastreabilidade. Esta é a receita de sucesso utilizada na Europa, que pode e deve ser aprimorada no Brasil.

*Adriano Bronzatto é Assessor de Negócios da GS1 Brasil – organização  que padroniza e controla o uso de códigos de barras para identificação, automação e rastreabilidade de produtos e processos no Brasil.  Mais informações, acesse: www.gs1brasil.org.br


Código de Barras & Produtos Têxteis – Muito além da Identificação

26 26UTC Março 26UTC 2008

5 bilhões de vezes ao dia um código de barras GS1 é lido no mundo. Você já imaginou quantas vezes o código de barras do seu produto é lido ao dia?
Não tem código de barras?
Pois é hora de se apressar. Hoje o código é sinônimo de modernização, agilidade e informações precisas… Com a identificação correta, o empresário pode controlar grades – qual tamanho que tem mais saída – cor: em que cor? e modelo: gola careca ou gola V?

Um pouco de história…

Os primeiros estudos sobre código de barras começaram em 1948 com Bernard Silver e Joseph Woodland. Em 1973, a NAFC (The National Association of Food Chains) recomendou a adoção do símbolo UPC (Universal Product Code).
Desde 1974 quando foi escaneado o primeiro código de barras nos Estados Unidos, as mudanças no universo do varejo e da indústria foram constantes e aceleradas. A automação trouxe efeitos imediatos na cadeia de suprimentos e principalmente na vida dos consumidores.
Em 1977, os países que compunham o Mercado Comum Europeu resolveram estudar uma solução única que pudesse ser adotada por todos. Nascia a EAN (European Article Numbering System), o sistema europeu de numeração de artigos. A EAN, hoje GS1, está presente em mais de 140 países contando com mais de 1,2 milhões de associados.
Os Padrões GS1 e o Código de Barras…

O Sistema GS1 é um conjunto de padrões utilizado mundialmente, que possibilita a automação e a gestão eficiente da cadeia de suprimentos, identificando com exclusividade produtos, unidades logísticas, localizações, ativos e serviços entre as diversas empresas participantes da comunidade de negócios.
Os padrões GS1 facilitam a identificação e a comunicação nacional e internacional entre todos os parceiros comerciais da cadeia de suprimentos de produtos têxteis, inclusive fornecedores de matéria-prima, atacadistas, distribuidores, varejistas, e consumidores.
 A empresa que optar por um padrão específico, vai se defrontar com os custos elevados da manutenção de dois ou mais sistemas de identificação e comunicação, se quiser vender seus produtos ou serviços, ou simplesmente relacionar-se fora do seu “nicho”.
Os números de identificação podem ser representados por meio de símbolos do código de barras para possibilitar a leitura eletrônica (óptica) no ponto de venda, no recebimento nos depósitos ou em qualquer outra etapa em que seja necessária a captura de dados nos processos de negócios. Atualmente os códigos EAN/UPC, que inclui o EAN-13 (13 dígitos), são os mais utilizados para a codificação de produtos com leitura no check-out do varejo. A identificação inequívoca do produto é garantida pela atribuição de uma estrutura numérica o GTIN (Número Global do Item Comercial). É a partir do GTIN que é gerado o código de barras EAN-13 permitindo que a empresa identifique o produto individualmente, sabendo exatamente qual é o modelo, cor , tamanho… Camiseta Branca 100% algodão G.
Além de fornecer números exclusivos de identificação, os códigos padronizados também proporcionam informações adicionais, tais como: números de lote, número de pedido, número de consignação, etc.

 Como tudo tem sua regra…

No processo de criação das embalagens dos produtos ou etiquetas para itens encabidados as empresas muitas vezes acabam ignorando a correta aplicação do código de barras.
Assim como o design das embalagens e tags, os códigos de barras também possuem um valor estratégico. Enquanto o design ajuda na venda do produto, o código auxilia na obtenção da informação e no processo de atendimento ao consumidor nos caixas.

Para contornar a necessidade de inserção do código de barras, algumas empresas estão utilizando-o como forma de divulgação, transformando as barras em desenhos criativos refletindo a marca, o produto, uma campanha específica, a moda…

O problema é que essa forma de aplicação acaba com a capacidade de leitura. Existem regras (especificações técnicas) determinadas por normas internacionais que garantem a leitura, a agilidade e a produtividade dos caixas de varejistas e atacadistas de todo o mundo.

Concluindo…

Numa definição técnica o código de barras é uma representação gráfica de dados. Em uma visão de gestão permite: rápida captação de dados, velocidade nas transações, precisão nas informações e atualização em tempo real. O que implica em: maior controle, diminuição de erros, gerenciamento remoto, velocidade no atendimento de pedidos e clientes, redução de custos.
Quando falamos de produtos de moda, isto ainda é mais crítico. As imprevisíveis flutuações da demanda determinam uma rápida resposta de toda cadeia. Resposta esta que só é obtida por meio da padronização. Afinal como prever se os clássicos dos anos 30, como as cinturas altas e mais justas, os tecidos metalizados, serão realmente o hit deste inverno?


A GARANTIA QUE SEUS PRODUTOS SERÃO COMERCIALIZADOS SEM DORES DE CABEÇA

26 26UTC Março 26UTC 2008

Imagine que você está sentado em sua sala ou caminhando por algum lugar da sua empresa resolvendo um dos vários problemas que surgem diariamente, e, de repente toca o telefone. TRRRRIIIIIIIMMMM.

- “Alô…Tudo bem…Sim, pode falar…O quê, o cliente está devolvendo a carga, mas por quê…O código de barras não dá leitura, como assim…Mas, são mais de 50.000 produtos que estão naquela carreta, representou a nossa melhor venda este mês, ele não pode fazer isto…Vai conversando com o cliente, veja o que vc pode fazer para segurar a carreta, estou indo para ai”.

Pois bem, você que já estava com alguns “probleminhas” para resolver na empresa acabou de ganhar mais um; muito maior e de grande impacto..

Ao chegar à empresa do cliente você conversa muito, tenta convencê-lo a reverter à situação e impedir que os produtos sejam devolvidos, mas, todas tentativas são em vão, pois o cliente lhe dá a gentil resposta: “Infelizmente não podemos receber os produtos, os códigos de barras não estão com boa qualidade e isto influenciará negativamente nosso processo de venda no checkout”.

Sem muitos argumentos neste momento, você é levado a pensar consigo: “…mas do que ele está falando? como influenciará negativamente no processo de venda? Qualidade de código de barras e venda não tem nada a ver um com o outro…”. Mas, sem opção você retorna à empresa com mais este problema para resolver….

Situações como esta têm se tornado comum em alguns países inclusive no Brasil.

Alguns varejistas dos EUA antes de colocar o produto definitivamente na gôndola, solicitam ao fornecedor uma avaliação da qualidade do código de barras. Se estiver tudo ok, ótimo o produto vai para a gôndola, caso contrário o fornecedor deverá reparar a qualidade deste. Assim como acontece na América do Norte, acontece na Europa e na Oceania.

A preocupação com a qualidade do código de barras tem ganhado destaque porque algumas empresas, principalmente as varejistas perceberam que um código de barras com má qualidade, seja na sua impressão ou na construção das barras que não “dê leitura” ou “demore” para ser capturado no ponto de caixa impacta no tempo que o cliente espera na fila.
Algumas análises a respeito deste impacto já foram realizados em alguns países do mundo, entre eles o Brasil.

A GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação responsável pela administração dos padrões de códigos de barras, por meio de estudos verificou que um código de barras com qualidade pode representar 26% a mais de produtividade no caixa, ou seja, mais agilidade e melhor atendimento ao cliente.

Existem regras específicas para que um código seja gerado com qualidade e para apoiar este entendimento a GS1 coloca a disposição da comunidade de negócios materiais explicativos (guias), cursos específicos, assessoria técnica, Call Center e um serviço muito importante que é a Avaliação da qualidade de impressão do código de barras.

A avaliação da qualidade de impressão do código de barras é realizada no laboratório da GS1 Brasil, que possui equipamentos de última geração e segue critérios de avaliação baseados em normas ISO e GS1.

Esta análise permite que a empresa saiba exatamente quais são as condições de qualidade do seu código de barras e se foi bem impresso. Com isto fica fácil tomar decisões de melhorias quando necessário, para garantir que o código será lido em qualquer varejo do mundo, evitando assim possíveis problemas .

Vale ressaltar que há uma tendência mundial em certificação da qualidade do código de barras, pois como mencionado anteriormente muitos países exigem códigos com qualidade garantida.

Portanto, não deixe que a má qualidade de impressão/construção do código de barras atrapalhe seus negócios e ponha em risco a imagem da sua empresa perante os clientes..

Para obter mais informações sobre este serviço entre em contato com a GS1 Brasil e fale com um assessor de soluções de negócios. Ligue (11) 3068-6229.


A GS1 anuncia ao mundo a adoção da simbologia DATABAR

26 26UTC Março 26UTC 2008

Bem menor que os atuais códigos de barras o código DataBar pode carregar muito mais informações!

 A GS1, organização mundial sem fins lucrativos, cujo objetivo é estabelecer padrões, anunciou ao mundo que 1º de janeiro de 2010 é a data oficial para a adoção do código DataBar no comércio varejista mundial. Isto significa que qualquer item comercial poderá ser identificado com o código Databar e que todos os sistemas de check-outs varejistas do mundo deverão estar preparados até esta data para lerem este código.

Atualmente os códigos EAN/UPC que inclui o EAN-13 (13 dígitos), são os mais utilizados para a codificação de produtos com leitura no check-out do varejo. A identificação inequívoca do produto é garantida pela atribuição de uma estrutura numérica denominada GTIN (sigla em inglês para Número Global do Item Comercial). É a partir do GTIN que é gerado o código de barras EAN-13 permitindo que a empresa identifique um produto individualmente no mundo inteiro, sabendo exatamente qual é o tipo de produto, suas variações de cor, peso, tamanho etc., portanto os códigos EAN/UPC continuarão sendo imprescindíveis para a identificação. O código DataBar permitirá a mesma identificação do produto, porém com alguns benefícios a mais que os atuais EAN/UPC. Vejamos:

 O código DataBar tem um tamanho bastante reduzido, ele ocupa aproximadamente metade da área de um código EAN-13 (em aplicações especiais que não envolvam o ponto de venda do varejo ele pode ser até 15 vezes menor). Essa vantagem reflete diretamente na capacidade de identificação de produtos muito pequenos que hoje não são codificados por falta de espaço. Alguns setores  já utilizam o DataBar, como é o caso da  saúde, que identifica produtos denominados como Dose Unitária, cujo espaço para a aplicação do código é bem restrito.

 O código DataBar pode carregar muito mais informações que os códigos EAN/UPC, isto porque, no código DataBar será possível trabalhar com AIs (Identificadores de Aplicação). O (AI) é uma linguagem padronizada que identifica uma informação adicional sobre o produto. Por exemplo, o AI (10) indica o Lote do Produto, o AI (15) indica a Data de Validade do produto, estes AIs combinados com o GTIN do produto no código DataBar possibilitam as empresas acesso a informações de rastreablidade garantindo assim um gerenciamento muito mais eficiente e de melhor qualidade.  O setor da Saúde utiliza fortemente o DataBar combinado com alguns AIs, garantindo um melhor controle de seus processos.

Olhando para essas vantagens, podemos de imediato imaginar outras aplicações e todos os outros benefícios que poderão ser alcançados com a adoção do DataBar no mercado varejista. Ele trará novas possibilidades de automação como: FLV (frutas, legumes e verduras), segurança alimentar,rastreabilidade e codificação de produtos muito pequenos. Os produtos de FLV (frutas, legumes e verduras) atualmente tem um gerenciamento complicado justamente pela falta de identificação e de espaço para um código de barras maior. Outras aplicações como para os produtos de medidas variáveis e para os produtos farmacêuticos vendidos em farmácias se mostram muito promissoras.
Um benefício importante da adoção do DataBar é o aprendizado, pois preparará a empresa para adotar o EPC – Código Eletrônico de Produtos, padrão de identificação que utiliza a tecnologia de RFID para transmissão de informações.

É importante ressaltar que o DataBar não substituirá os códigos EAN/UPC, eles serão complementares. Cada código terá uma aplicação específica e a decisão de quando usar um ou o outro ficará a cargo dos usuários.
A escolha do ano de 2010 para a adoção do DataBar, é justamente para dar tempo às empresas, principalmente aos varejistas, a adaptarem seus softwares de gerenciamento de check-out/retaguarda, leitores (scanners) e coletores a fim de que eles possam decodificar (ler) e processar as informações do código DataBar e principalmente dos Identificadores de Aplicação (AIs).

Com o DataBar e os Identificadores de Aplicação (AIs) sendo decodificados também nos PDVs do comércio varejista, os consumidores, assim como toda a cadeia de suprimentos, terão benefícios cada vez maiores dos já garantidos pelos códigos EAN/UPC ao longo dos últimos 30 anos.

A GS1 Brasil, responsável pela disseminação deste padrão em âmbito nacional, estará por meio de Programas Educacionais (cursos, palestras, workshops etc.), Materiais Técnicos (guias e FAQs) e Grupos de Trabalho (diversos setores) orientando as empresas para se prepararem a esta nova realidade de mercado.

No Centro de Serviços da GS1 Brasil estão disponíveis alguns materiais sobre o DataBar que podem ser consultados. Um exemplo é o guia focado na aplicação do DataBar no setor da saúde, que orienta como os usuários podem tirar o máximo proveito desta tecnologia.
Estão disponíveis também FAQs (perguntas e respostas) sobre o DataBar que ajudarão a esclarecer dúvidas sobre adoção mundial, Guias de Implementação para diversas áreas de aplicação com informações técnicas, e passo-a-passo para adoção, entre outros. Consultem!

A adoção oficial é só em 2010, e se a impressão que fica  é que temos muito tempo até lá, não se deixe enganar. Se sua empresa não começar agora um trabalho de preparação, certamente ela ficará para trás tanto no cenário tecnológico como competitivo.
Garanta já o futuro de seu negócio.

Para maiores informações sobre o DataBar entre em contato com a GS1 Brasil através do telefone (11) 3068-6229 ou visite nosso site www.gs1brasil.org.br.