EPC – Código Eletrônico de Produto, o padrão da eficiência.

por Roberto Matsubayashi* roberto-matsubayashi-rmatsu.jpg

O termo RFID (Identificação por radiofreqüência) tem sido bastante mencionado no meio corporativo, seja em eventos de logística, tecnologia ou em notícias sobre testes e pilotos com a ferramenta, cada vez mais constantes nas indústrias nacionais.

    O termo RFID (Identificação por radiofreqüência) tem sido bastante mencionado no meio corporativo, seja em eventos de logística, tecnologia ou em notícias sobre testes e pilotos com a ferramenta, cada vez mais constantes nas indústrias nacionais. Sem dúvida, é irreversível o crescente emprego dessa tecnologia, considerados os seus benefícios em termos de controle e eficiência de processos. Deve-se ressaltar, entretanto, a grande importância do desenvolvimento de padrões para a sua utilização, e o modelo mundial para sua aplicação na cadeia de suprimentos é o EPC (Código Eletrônico de Produto).
    Padrões representam a chave para alavancar a implementação dessas novas ferramentas em nível global. Tecnologias proprietárias podem ajudar as empresas a resolver um problema específico, mas nem sempre são eficazes ao serem utilizadas como solução ao longo de toda uma cadeia. Se pensarmos numa tecnologia de identificação já consolidada, como o código de barras, temos plena consciência da importância da padronização de simbologias e numerações. Quando falamos de uma tecnologia que envolve uma geração de dados em quantidade muito maior e diferentes regulamentações ao redor do mundo, esses aspectos tornam-se consideravelmente mais críticos.
    Além disso, sabe-se que o grande benefício do EPC está na visibilidade que ele proporciona quanto à comercialização de produtos e serviços, o que exige, fundamentalmente, integração e colaboração entre parceiros e,  como resultado, a utilização de uma linguagem única para captura e troca de informações. Imaginem, por exemplo, a possibilidade de se identificar um container e seus produtos, e dele percorrer o mundo identificado com uma tag que pode ser lida em qualquer ponto desta cadeia, independentemente do país. Isto só será possível através de padrões globais.
    Considerados tais aspectos, é de suma importância que o desenvolvimento de aplicações e testes com o EPC ocorra em conformidade aos padrões já disponíveis. Mesmo que se inicie internamente, essas aplicações serão invariavelmente utilizadas por toda uma cadeia. Não se deve pensar no EPC isoladamente — ele é parte de um processo comercial que se relaciona com outras facetas da rede de fornecedores e aspectos de inventário.
    O desenvolvimento de padrões globais relacionados à aplicação do EPC é coordenado, em nível mundial, pela EPCglobal. A GS1 Brasil é a organização que representa a EPCglobal em nosso país, disseminando a tecnologia através de cursos, palestras, grupos de trabalho e da aproximação dos associados brasileiros com essa tecnologia para realização de pilotos e testes.

Para obter mais informações sobre o importante tema, participar dos Grupos de Trabalho da GS1 Brasil, nos segmentos de Indústria, Distribuição e Varejo, Operadores Logísticos e Provedores de Solução, ou se associar à EPC no Brasil, basta entrar em contato com a GS1 Brasil (www.gs1brasil.org.br). A não utilização de padrões limita a vasta gama de benefícios que a tecnologia pode trazer a seu negócio em termos de eficiência, produtividade e controle!

*Roberto Matsubayashi é assessor de Soluções de Negócios da GS1 Brasil

Os comentários estão desativados.

%d blogueiros gostam disto: