Reetiquetagem, um custo totalmente desnecessário.

por George Passini Michail*ft_gmichail.jpg

De acordo a Abit – Associação Brasileira da Indústria Têxtil, o Brasil é o sexto maior produtor de têxteis e de vestuário do mundo. Em 2006, o setor faturou US$ 33 bilhões, sendo responsável pela geração de 1,5 milhão de empregos. Foram investidos mais de US$ 11 bilhões em máquinas, equipamentos, instalações e pesquisas para impulsionar o desenvolvimento do setor na última década.

A cada dia aumenta a competitividade entre as organizações do setor, resultante tanto da melhoria de processos das empresas nacionais quanto pela entrada de mercadorias provenientes de outros países, que muitas vezes possuem um custo de produção reduzido. Tal realidade faz com que as empresas procurem minimizar ao máximo os seus custos produtivos e logísticos.

Para grande parte das organizações o custo logístico corresponde apenas à movimentação das mercadorias de um ponto a outro, porém, na realidade, o custo logístico engloba diversos fatores, como estoque, armazenagem, manuseio, reetiquetagem, dentre outros.

O custo da reetiquetagem é gerado pela falta de padronização das etiquetas aplicadas nos produtos. Muitas redes varejistas utilizam códigos não padronizados, gerando o problema na origem. A empresa tem custo em dispor de recursos humanos para gerar e aplicar as novas etiquetas, custo em relação ao tempo que é desperdiçado para realizar essa operação, o que representa mercadoria parada no estoque e custo dos insumos utilizados, como etiquetas adesivas e impressoras. Custo, custo, custo…

A única forma de acabar com a necessidade do processo de reetiquetagem é a utilização de uma identificação padrão. O produto e sua unidade logística podem caminhar por toda cadeia de suprimentos com uma identificação única, exclusiva. Um exemplo da eficiência nesse sentido é o varejo alimentício, no qual todos os produtos são codificados pelo padrão do Sistema GS1.

Os códigos de barras padrões GS1 são globais e multissetoriais, o que facilita também a integração entre os parceiros comercias no processo de exportação. É o caso da rede alemã METRO (Galeria Kaufhof, Galeria Inno), que trabalha com o padrão GS1 em todos os produtos comercializados, inclusive os têxteis. Também tem a rede SEARS, que atualmente é uma das maiores redes de lojas de departamento dos Estados Unidos.

A indústria têxtil brasileira tem uma participação histórica e decisiva no processo de desenvolvimento do país e pode ser exemplo em redução de custos de sua cadeia. Por isso é importante sempre repensar o negócio e os custos que estão envolvidos nele.

*George Passini Michail é assessor de Soluções de Negócios da GS1 Brasil.

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