Código de Barras & Produtos Têxteis – Muito além da Identificação

5 bilhões de vezes ao dia um código de barras GS1 é lido no mundo. Você já imaginou quantas vezes o código de barras do seu produto é lido ao dia?
Não tem código de barras?
Pois é hora de se apressar. Hoje o código é sinônimo de modernização, agilidade e informações precisas… Com a identificação correta, o empresário pode controlar grades – qual tamanho que tem mais saída – cor: em que cor? e modelo: gola careca ou gola V?

Um pouco de história…

Os primeiros estudos sobre código de barras começaram em 1948 com Bernard Silver e Joseph Woodland. Em 1973, a NAFC (The National Association of Food Chains) recomendou a adoção do símbolo UPC (Universal Product Code).
Desde 1974 quando foi escaneado o primeiro código de barras nos Estados Unidos, as mudanças no universo do varejo e da indústria foram constantes e aceleradas. A automação trouxe efeitos imediatos na cadeia de suprimentos e principalmente na vida dos consumidores.
Em 1977, os países que compunham o Mercado Comum Europeu resolveram estudar uma solução única que pudesse ser adotada por todos. Nascia a EAN (European Article Numbering System), o sistema europeu de numeração de artigos. A EAN, hoje GS1, está presente em mais de 140 países contando com mais de 1,2 milhões de associados.
Os Padrões GS1 e o Código de Barras…

O Sistema GS1 é um conjunto de padrões utilizado mundialmente, que possibilita a automação e a gestão eficiente da cadeia de suprimentos, identificando com exclusividade produtos, unidades logísticas, localizações, ativos e serviços entre as diversas empresas participantes da comunidade de negócios.
Os padrões GS1 facilitam a identificação e a comunicação nacional e internacional entre todos os parceiros comerciais da cadeia de suprimentos de produtos têxteis, inclusive fornecedores de matéria-prima, atacadistas, distribuidores, varejistas, e consumidores.
 A empresa que optar por um padrão específico, vai se defrontar com os custos elevados da manutenção de dois ou mais sistemas de identificação e comunicação, se quiser vender seus produtos ou serviços, ou simplesmente relacionar-se fora do seu “nicho”.
Os números de identificação podem ser representados por meio de símbolos do código de barras para possibilitar a leitura eletrônica (óptica) no ponto de venda, no recebimento nos depósitos ou em qualquer outra etapa em que seja necessária a captura de dados nos processos de negócios. Atualmente os códigos EAN/UPC, que inclui o EAN-13 (13 dígitos), são os mais utilizados para a codificação de produtos com leitura no check-out do varejo. A identificação inequívoca do produto é garantida pela atribuição de uma estrutura numérica o GTIN (Número Global do Item Comercial). É a partir do GTIN que é gerado o código de barras EAN-13 permitindo que a empresa identifique o produto individualmente, sabendo exatamente qual é o modelo, cor , tamanho… Camiseta Branca 100% algodão G.
Além de fornecer números exclusivos de identificação, os códigos padronizados também proporcionam informações adicionais, tais como: números de lote, número de pedido, número de consignação, etc.

 Como tudo tem sua regra…

No processo de criação das embalagens dos produtos ou etiquetas para itens encabidados as empresas muitas vezes acabam ignorando a correta aplicação do código de barras.
Assim como o design das embalagens e tags, os códigos de barras também possuem um valor estratégico. Enquanto o design ajuda na venda do produto, o código auxilia na obtenção da informação e no processo de atendimento ao consumidor nos caixas.

Para contornar a necessidade de inserção do código de barras, algumas empresas estão utilizando-o como forma de divulgação, transformando as barras em desenhos criativos refletindo a marca, o produto, uma campanha específica, a moda…

O problema é que essa forma de aplicação acaba com a capacidade de leitura. Existem regras (especificações técnicas) determinadas por normas internacionais que garantem a leitura, a agilidade e a produtividade dos caixas de varejistas e atacadistas de todo o mundo.

Concluindo…

Numa definição técnica o código de barras é uma representação gráfica de dados. Em uma visão de gestão permite: rápida captação de dados, velocidade nas transações, precisão nas informações e atualização em tempo real. O que implica em: maior controle, diminuição de erros, gerenciamento remoto, velocidade no atendimento de pedidos e clientes, redução de custos.
Quando falamos de produtos de moda, isto ainda é mais crítico. As imprevisíveis flutuações da demanda determinam uma rápida resposta de toda cadeia. Resposta esta que só é obtida por meio da padronização. Afinal como prever se os clássicos dos anos 30, como as cinturas altas e mais justas, os tecidos metalizados, serão realmente o hit deste inverno?

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